Domingo 28 Setembro 2008
Morena FM promove debate inédito com vices
Luís Sena (foto), candidato a vice-prefeito de Juçara Feitosa (PT), disse que será "um vice atuante e não omisso". Sena lembrou que desde 1992 defende a valorização do vice-prefeito e sua importância para o município. Candidato a vice na chapa de Geraldo Briglia (Psol), Erick Maia afirmou que, eleito, vai ajudar na fiscalização das ações de governo e também propor medidas para a gestão municipal. Alfredo Melo disse que estará preparado para assumir o município em qualquer situação. Ele também condenou a postura omissa de vice-prefeitos, mas não quis criticar o de Fernando Gomes, alegando que ele "não estava presente". Alfredo, Sena e Erick ressaltaram a importância da iniciativa da rádio para a democracia e as eleições. E criticaram o atual vice-prefeito, Capitão Azevedo, que, para eles, foi omisso durante todo o mandato de Fernando Gomes. Os candidatos tiveram duas horas e vinte minutos para apresentar propostas. O debate foi dividido em seis blocos, incluindo apresentação, perguntas elaboradas por jornalistas e perguntas feitas de candidato para candidato. Depois deste debate inédito, a Morena FM realizará outro na próxima terça, 30, desta vez com os candidatos a prefeito. O debate começará às 15 horas, no auditório da Associação Comercial de Itabuna, com transmissão ao vivo.
Os debates têm patrocínio do Jornal A Região, do provedor Grapiuna.com e da Fundação Jupará.
Debate inédito dos vice teve dois fujóes
No dia em que se tornaram públicas as negociações entre os capitães Fábio e Azevedo, os vices dos dois candidatos fugiram do debate promovido pela rádio da Morena FM, ao vivo, na terça, 23, à tarde. Eles só informaram da desistência na hora em que o debate estava marcado para começar, 15h. A vice de capitão Fábio, Acácia Pinho, do PRB, alegou problemas familiares para desistir do evento. A justificativa foi apresentada pela assessoria da campanha peemedebista. Mas, poucos minutos antes do debate, esta mesma coordenação informou a Marcel Leal, presidente da Rede Morena, por telefone, que Acácia "estava a caminho". Já o vice de capitão Azevedo, Antônio Vieira, do DEM, apenas informou que não participaria do debate. Ele deixou para entregar uma carta comunicando a ausência no exato momento em que o debate iria começar. Marcel Leal disse que a atitude de Acácia e Vieira demonstra "falta de respeito à emissora, falta de respeito aos outros candidatos, falta de respeito ao eleitor, falta de respeito a Itabuna". "Quem age desta maneira não tem condições de administrar uma cidade como Itabuna," resumiu. Dois outros vices avisaram com antecedência. Isaías Gomes enviou fax no início da manhã alegando problema pessoal. Zina Barbosa não quis participar.
ACM Neto empata com João e Walter
O sonho de ACM Neto, do DEM, de ir para o segundo turno nas eleições de Salvador com tranquilidade começa a fazer água. Antes dono de uma vantagem maior que 14 pontos, hoje ele está empatado com João Henrique e Walter Pinheiro. É o que mostra a última pesquisa do Datafolha, feita com 1.008 pessoas e margem de erro de 3%. Nela, ACM Neto caiu para 25% das intenções de voto e empatou tecnicamente com João Henrique (PMDB), que marca 23%. Aos dois se somou o candidato Walter Pinheiro, do PT, que continua subindo e já marca 21%, empatando com o atual prefeito e colando no candidato do DEM que, quem diria, pode até ficar fora do segundo turno. Na simulação do segundo turno a notícia também é ruim para ACM Neto, que perderia para João Henrique por 44% a 42% e para Walter Pinheiro por 46% a 43%. O candidato do DEM tem a maior rejeição, 40%, e Pinheiro a menor, 22%. Antônio Imbassahy está com 15% das intenções de voto e Hilton Coelho com 4%.
Juiz combate abusos dos carros de som
O juiz eleitoral de Itabuna, Antonio Laranjeira, reuniu entidades do comércio, OAB e os partidos políticos para reclamar do abuso dos carros de som e exigir um comportamento mais adequado por parte dos contratantes, os candidatos. Nos últimos dias o itabunense tem vivido horas de agonia com os carros de som dos candidatos. Eles usam um volume várias vezes maior que o máximo permitido por lei, ignoram horários e a proximidade com hospitais e repartições públicas. Passando o tempo todo pela Avenida do Cinquentenário e Rua Paulino Veira, principais vias de comércio da cidade, com o som a toda altura, eles impedem as vendas do comércio. "Na loja não dá nem para ouvir meu próprio pensamento," reclama um lojista. "É impossível falar ao telefone, conversar com um cliente, ouvir rádio, enfim... o barulho toma conta e gera, inclusive, estresse. Os carros de som deviam ser simplesmente proibidos," defende outro empresário.
MP pede impugnação de 1.100 candidatos
O Ministério Público baiano pediu a impugnação de mais de 1.100 candidatos nestas eleições, todos eles considerados analfabetos. O prazo para a justiça eleitoral julgar estas ações terminou quinta. Por isso, os pedidos serão analisados no Supremo Tribunal Federal. Outros 2.200 candidatos podem perder o direito de disputar a eleição municipal por irregularidades. Entre elas, dupla filiação partidária, contas rejeitadas, ausência de comprovante de quitação eleitoral ou falta de comprovante de domicílio. É uma corrida contra o tempo, tanto do Ministério Público como dos candidatos irregulares. Segundo levantamento, mais da metade dos políticos impugnados ainda não tiveram os seus processos julgados.
Video complica prefeito de Santa Luzia
Um video gravado no dia 20 de setembro pode complicar a vida do prefeito de Santa Luzia, Ismar Santana, já enrolado na Justiça por causa de um processo por calúdia e difamação (veja em Bahia). O video mostra um ticket da prefeitura de Santa Luzia, assinado pelo prefeito, dando 21 litros de combustível para participar de uma carreata de sua campanha. Na hora de abastecer, as frentistas dão mais detalhes e confirmam o abuso. "Muita gente já abasteceu hoje pra carreata. Mas outros vieram ontem," diz uma delas. A oposição a Ismar juntou vários documentos, além do video, para dar entrada na Justiça com pedido de cassação da candidatura. A lei eleitoral proíbe aos prefeitos usar qualquer material ou pessoal do serviço público em campanhas.



